quarta-feira, setembro 14, 2005

O “Ser” mulher


Hoje em dia fala-se muito na liberdade da mulher com seus direitos e deveres. Mas você sabia que nunca foi assim? A mulher passou a ser considerada como ser que é, ou seja, Ser Humano, isso se dá a partir do século XX. Antes cabia a mulher a inquestionavelmente ocupações relacionada, direta ou indiretamente, à maternidade, ou seja, amamentar os recém-nascidos e alimentar e educar as crianças, o que implicava no estafante trabalho de cuidar da casa. Ao homem, cabia prover a alimentação da família com seu trabalho, e ir todo o ano à guerra na qual perdia a vida, ou da qual retornava mutilado.

Ate o século XIX a historia da humanidade se funda num completo desconhecimento da atividade feminina.Os homens vão a guerra, eles são os responsáveis pela Ordem Eclesiástica, mandavam na economia e na sociedade. As mulheres apenas os acompanhavam? Errado! Existiram mulheres, que embora a historiografia às esconda, fizeram e fazem parte da história de luta da humanidade. Na história moderna e contemporânea ,várias mulheres foram governantes, como Isabel I da Inglaterra e Cristina da Suécia, ou foram inspiradoras, como Clotilde De Vaux e Bertha Pappenheim, ou exemplos de espiritualidade esclarecida, como Madame Acarie e Chiara Lubich, ou figuras de expressão na filosofia, como Simone de Beauvoir, ou nas artes, como Johanne Luise Heiberg, mulheres que legitimaram seu papel social.

No último terço do século XIX e no século XX, o grande progresso tecnológico veio alterar um status milenar. Os equipamentos e facilidades modernas (saneamento, distribuição domiciliar de água e encanação do gás, congelamento de alimentos, etc) eliminaram grande número de tarefas domésticas. Em pouco tempo eram legiões de moças solteiras empregadas em escritórios e fábricas, bibliotecas e serviços públicos. As mulheres casadas juntaram-se às trabalhadoras quando os orfanatos passaram a prestar cuidados diaristas a crianças e bebês, surgindo dessa adaptação instituições novas: as “creches” e os “jardins da infância”.

E no decorrer da história contemporânea cada vez mais a mulher vai tomando seu espaço na família, no mercado de trabalho, na economia, na sociedade, na religião, na educação ate mesmo na política, antes exercida apenas pelos homens.